Nas
artes o Renascimento se caracterizou, em linhas muito gerais, pela inspiração
nos antigos gregos e romanos, e pela concepção de arte como uma imitação da
natureza, tendo o homem nesse panorama um lugar privilegiado. Mas mais do que
uma imitação, a natureza devia, a fim de ser bem representada, passar por uma
tradução que a organizava sob uma óptica racional e matemática, num período
marcado por uma matematização de todos os fenómenos naturais. Na pintura a
maior conquista da busca por esse "naturalismo organizado" foi a
recuperação da perspectiva, representando a paisagem, as arquitecturas e o ser
humano através de relações essencialmente geométricas e criando uma eficiente
impressão de espaço tridimensional; na música foi a consolidação do sistema
tonal, possibilitando uma ilustração mais convincente das emoções e do
movimento; na arquitectura foi a redução das construções para uma dimensão mais
humana, abandonando-se as alturas transcendentais das catedrais góticas; na
literatura, a introdução de um personagem que estruturava em torno de si a
narrativa e mimetizava até onde possível a noção de sujeito.
quinta-feira, 29 de maio de 2014
Idade Moderna: Arte Renascimentista século XVI a XVII
Nas
artes o Renascimento se caracterizou, em linhas muito gerais, pela inspiração
nos antigos gregos e romanos, e pela concepção de arte como uma imitação da
natureza, tendo o homem nesse panorama um lugar privilegiado. Mas mais do que
uma imitação, a natureza devia, a fim de ser bem representada, passar por uma
tradução que a organizava sob uma óptica racional e matemática, num período
marcado por uma matematização de todos os fenómenos naturais. Na pintura a
maior conquista da busca por esse "naturalismo organizado" foi a
recuperação da perspectiva, representando a paisagem, as arquitecturas e o ser
humano através de relações essencialmente geométricas e criando uma eficiente
impressão de espaço tridimensional; na música foi a consolidação do sistema
tonal, possibilitando uma ilustração mais convincente das emoções e do
movimento; na arquitectura foi a redução das construções para uma dimensão mais
humana, abandonando-se as alturas transcendentais das catedrais góticas; na
literatura, a introdução de um personagem que estruturava em torno de si a
narrativa e mimetizava até onde possível a noção de sujeito.
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