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Arte Islâmica
século VII até XV:
Quando se evoca a expressão "arte islâmica", frequentemente julga-se estar perante uma arte desprovida de representações figuradas, constituída unicamente por motivos geométricos e arabescos. No entanto, existem numerosas representações de figuras animais e humanas na arte islâmica, que surgem sobretudo em contextos não religiosos.
Quando se evoca a expressão "arte islâmica", frequentemente julga-se estar perante uma arte desprovida de representações figuradas, constituída unicamente por motivos geométricos e arabescos. No entanto, existem numerosas representações de figuras animais e humanas na arte islâmica, que surgem sobretudo em contextos não religiosos.
As fontes principais da doutrina islâmica são o Alcorão e os
ditos do Profeta Muhammad (ahadith, plural; singular:hadith). Estas duas fontes
nada mencionam sobre a representação de figuras na arte; o que é fortemente
condenado é a idolatria e o culto de imagens (aniconismo).
Quando o profeta Muhammad (Maomé) conquistou Meca em 630 um
dos seus primeiros actos foi destruir os ídolos que se encontravam na Kaaba,
que o Alcorão informa terem sido estátuas inspiradas por Satanás. Uma tradição
afirma que Muhammad ordenou a destruição de todas as pinturas religiosas que se
achavam naquele edifício, com excepção de uma pintura da Virgem Maria com o
menino Jesus.
A partir do século IX, verifica-se uma censura da
representação figurada, que alguns investigadores atribuem à influência de
judeus convertidos ao islão. A partir desta época considera-se que o acto de
representar um animal ou um ser humano é o assumir por parte do artista do
papel de criador que se acredita que deva estar reservado unicamente a Deus.
As religiões desempenharam um importante
papel no desenvolvimento da arte islâmica. Neste domínio enquadra-se
evidentemente a religião muçulmana, mas igualmente outras religiões que os
árabes encontraram aquando das conquistas territoriais. Apenas no século XIII o
mundo islâmico tornou-se maioritariamente muçulmano, tendo outras religiões
legado o seu contributo para a formação da arte islâmica: o cristianismo (na
região que se estende do Egipto à Turquia), o zoroastrismo (mundo iraniano), o
hinduísmo e o budismo (na Índia) e o animismo no Magrebe.

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